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A Escalada das Vulnerabilidades Cibernéticas: Panorama 2023–2025 e Técnicas de Exploração

Nos últimos três anos, o mundo digital testemunhou uma explosão no número de vulnerabilidades cibernéticas. A crescente digitalização, o avanço da inteligência artificial e a expansão da Internet das Coisas (IoT) ampliaram a superfície de ataque, expondo empresas e governos a riscos sem precedentes. Este artigo de leitura rápida, apresenta uma análise detalhada do cenário entre 2023 e 2025, destacando números, técnicas de exploração e estratégias de mitigação.

 

Vulnerabilidades Reportadas

Ano

Vulnerabilidades Reportadas (CVE Details)

2023

26.447

2024

29.100 (estimativa)

2025 (até junho)

+18.000 já identificadas

  • Em 2024, o número médio semanal de ataques por organização foi de 1.876, um aumento de 75% em relação a 2023

  • No Brasil, os ataques cibernéticos cresceram 95% em 2024

  • Em 2025, 34% dos acessos indevidos foram causados por exploração de vulnerabilidades

 

Alguns exemplos das principais técnicas que são utilizadas para exploração das vulnerabilidade

Técnica

Descrição

Exemplo

BYOVD (Bring Your Own Vulnerable Driver)

Uso de drivers legítimos, porém inseguros, para executar código malicioso

Ransomware com privilégio elevado

Phishing com IA Generativa

Criação de e-mails e mensagens hiper-realistas para roubo de credenciais

Taxa de clique: 54%

Exploração de APIs

Sequestro de interfaces para extrair dados ou manipular transações

Setor financeiro e logístico

Exploração de vulnerabilidades antigas

Uso de falhas como CVE-2017-11882 e CVE-2010-2568 ainda presentes em sistemas

Infecção por malware através de documentos

Quais os principais Atores de Ameaça que temos hoje no mercado? Alguns exemplos:

 

  • APT (Advanced Persistent Threats): Grupos como LIMINAL PANDA e OPERATOR PANDA focam em espionagem e sabotagem digital

  • Hackers de Estado: China, Rússia e Irã intensificaram ataques em 2024, com crescimento de até 300%

  • Cibercriminosos Financeiros: Grupos como CURLY SPIDER usam vishing e acesso remoto para extorsão

  • Hacktivistas: Usam DDoS e defacement para protestos ideológicos

  • Crime como Serviço (CaaS): Plataformas na dark web oferecem kits de phishing, ransomware e DDoS sob demanda

 

O cenário realmente é preocupante, e diante de tudo isso Empresa, Organizações e Corporações estão criando estratégias para a correção das vulnerabilidades, afinal os desafios são muito mas muito grandes. 23,6% das vulnerabilidades foram exploradas no mesmo dia da divulgação, apenas 9% das empresas se consideram eficazes na correção, e 74% das empresas usam três ou mais ferramentas diferentes para correção. Está achando que é simples? Esses são dados básicos, e se formos mais a fundo pegaremos outros dados que também merecem extrema atenção.

 

Algumas soluções ou técnicas que tenho acompanhado para a mitigação de riscos de vulnerabilidades são a Automação e Monitoramento Contínuo (monitoramento em tempo real reduz tempo de resposta para menos de 48 minutos), Priorização baseada em risco (uso de CVSS, EPSS e CISA KEV para identificar vulnerabilidades críticas e correção focada em falhas com exploit público conhecido), o uso da Inteligência Artificial (IA detecta padrões suspeitos e antecipa ataques, e as Empresas usam IA para gerar relatórios de risco e também simular ataques), a Gestão ou Governança de Vulnerabilidades Estruturada (processo contínuo de identificação, avaliação, correção e validação, junto com a adoção de frameworks como NIST e SSVC), e sempre a Educação e Conscientização (treinamentos sobre phishing, engenharia social e autenticação multifator, e campanhas internas para reforçar boas práticas de segurança). Essas são algumas das técnicas e soluções que vejo serem implementadas para controle e mitigação das vulnerabilidades. No final das contas, sempre buscam a implementação de um processo de Governança de Vulnerabilidades e Riscos.

 

O aumento das vulnerabilidades cibernéticas entre 2023 e 2025 é um reflexo direto da evolução tecnológica e da sofisticação dos atacantes. Empresas que não adotarem uma postura proativa, baseada em automação, inteligência de ameaças e governança de risco, estarão cada vez mais expostas. A correção eficaz de vulnerabilidades não é apenas uma medida técnica, mas uma estratégia de negócios essencial para garantir resiliência, confiança e competitividade.

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