A Escalada das Vulnerabilidades Cibernéticas: Panorama 2023–2025 e Técnicas de Exploração
- Felipe Prado

- 15 de ago. de 2025
- 3 min de leitura

Nos últimos três anos, o mundo digital testemunhou uma explosão no número de vulnerabilidades cibernéticas. A crescente digitalização, o avanço da inteligência artificial e a expansão da Internet das Coisas (IoT) ampliaram a superfície de ataque, expondo empresas e governos a riscos sem precedentes. Este artigo de leitura rápida, apresenta uma análise detalhada do cenário entre 2023 e 2025, destacando números, técnicas de exploração e estratégias de mitigação.
Vulnerabilidades Reportadas
Ano | Vulnerabilidades Reportadas (CVE Details) |
2023 | 26.447 |
2024 | 29.100 (estimativa) |
2025 (até junho) | +18.000 já identificadas |
Em 2024, o número médio semanal de ataques por organização foi de 1.876, um aumento de 75% em relação a 2023
No Brasil, os ataques cibernéticos cresceram 95% em 2024
Em 2025, 34% dos acessos indevidos foram causados por exploração de vulnerabilidades
Alguns exemplos das principais técnicas que são utilizadas para exploração das vulnerabilidade
Técnica | Descrição | Exemplo |
BYOVD (Bring Your Own Vulnerable Driver) | Uso de drivers legítimos, porém inseguros, para executar código malicioso | Ransomware com privilégio elevado |
Phishing com IA Generativa | Criação de e-mails e mensagens hiper-realistas para roubo de credenciais | Taxa de clique: 54% |
Exploração de APIs | Sequestro de interfaces para extrair dados ou manipular transações | Setor financeiro e logístico |
Exploração de vulnerabilidades antigas | Uso de falhas como CVE-2017-11882 e CVE-2010-2568 ainda presentes em sistemas | Infecção por malware através de documentos |
Quais os principais Atores de Ameaça que temos hoje no mercado? Alguns exemplos:
APT (Advanced Persistent Threats): Grupos como LIMINAL PANDA e OPERATOR PANDA focam em espionagem e sabotagem digital
Hackers de Estado: China, Rússia e Irã intensificaram ataques em 2024, com crescimento de até 300%
Cibercriminosos Financeiros: Grupos como CURLY SPIDER usam vishing e acesso remoto para extorsão
Hacktivistas: Usam DDoS e defacement para protestos ideológicos
Crime como Serviço (CaaS): Plataformas na dark web oferecem kits de phishing, ransomware e DDoS sob demanda
O cenário realmente é preocupante, e diante de tudo isso Empresa, Organizações e Corporações estão criando estratégias para a correção das vulnerabilidades, afinal os desafios são muito mas muito grandes. 23,6% das vulnerabilidades foram exploradas no mesmo dia da divulgação, apenas 9% das empresas se consideram eficazes na correção, e 74% das empresas usam três ou mais ferramentas diferentes para correção. Está achando que é simples? Esses são dados básicos, e se formos mais a fundo pegaremos outros dados que também merecem extrema atenção.
Algumas soluções ou técnicas que tenho acompanhado para a mitigação de riscos de vulnerabilidades são a Automação e Monitoramento Contínuo (monitoramento em tempo real reduz tempo de resposta para menos de 48 minutos), Priorização baseada em risco (uso de CVSS, EPSS e CISA KEV para identificar vulnerabilidades críticas e correção focada em falhas com exploit público conhecido), o uso da Inteligência Artificial (IA detecta padrões suspeitos e antecipa ataques, e as Empresas usam IA para gerar relatórios de risco e também simular ataques), a Gestão ou Governança de Vulnerabilidades Estruturada (processo contínuo de identificação, avaliação, correção e validação, junto com a adoção de frameworks como NIST e SSVC), e sempre a Educação e Conscientização (treinamentos sobre phishing, engenharia social e autenticação multifator, e campanhas internas para reforçar boas práticas de segurança). Essas são algumas das técnicas e soluções que vejo serem implementadas para controle e mitigação das vulnerabilidades. No final das contas, sempre buscam a implementação de um processo de Governança de Vulnerabilidades e Riscos.
O aumento das vulnerabilidades cibernéticas entre 2023 e 2025 é um reflexo direto da evolução tecnológica e da sofisticação dos atacantes. Empresas que não adotarem uma postura proativa, baseada em automação, inteligência de ameaças e governança de risco, estarão cada vez mais expostas. A correção eficaz de vulnerabilidades não é apenas uma medida técnica, mas uma estratégia de negócios essencial para garantir resiliência, confiança e competitividade.



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